A expansão extramuros e os planos iniciais


Planta da Praça Nova e zona envolvente

FONTE: AHMP

Planta da Praça Nova das Hortas e zona envolvente, mostrando a configuração da cerca do Convento dos Congregados, e as obras principiadas no mesmo convento, à entrada da Rua do Bonjardim e na travessa que vai para os lavadouros, bem como a parte a ser cortada no adro da igreja. Indica a localização dos conventos dos Loios e de São Bento, das portas do Almada e de Carros, da Fonte da Natividade, e do edifício ocupado pela Casa da Relação. (Cópia extraída do livro de plantas... existente na Biblioteca Municipal do Porto).

Esta planta, ainda do século XVIII, foi elaborada para a execução de algumas obras nas imediações da Praça Nova, e que se destinavam, por um lado, a desafogar uma das saídas da cidade intramuros, a Porta dos Carros – recuando a escadaria da Igreja dos Congregados, e alargando a viela que ia para os Lavadouros – mas também a dar-lhe mais dignidade, pela construção de um novo edifício do lado direito da fachada da igreja, como ainda aparece na fotografia seguinte. Estas alterações já estão patentes na planta da Praça Nova em 1790.



IGREJA DOS CONGREGADOS NO FINAL DO SÉCULO XIX

FONTE: AHMP



Plano da Praça da Constituição

FONTE: AHMP

Plano da Praça da Constituição, levantado para designar o lugar em que se há-de colocar o monumento designado a perpetuar o fausto dia 24 de Agosto de 1822.

Para além da Fonte da Natividade, do lado poente está representando o Tanque da Praça Nova desenhado em 1794, por D. José de Champalimaud de Nussane, cuja Planta (foi) projectada por ordem do ilustríssimo Sr. Manuel Francisco da Silva Veiga, (...) com tanque para acudir a qualquer incêndio na cidade e mais benefícios públicos projectada por ordem do ilustríssimo Sr. Manuel Francisco da Silva Veiga, (...) com tanque para acudir a qualquer incêndio na cidade e mais benefícios públicos.



Praça D. Pedro

FONTE: AHMP

Planta da Praça D. Pedro, em 1839, reformulada para a implantação do monumento a D. Pedro IV incluindo a arborização perimetral e os aquedutos de abastecimento de água.



Os acontecimentos de 31 de Janeiro

FONTE: AHMP

Reprodução de uma litografia da antiga praça de D. Pedro, durante a revolta de 31 de Janeiro de 1891 e Proclamação da República na cidade do Porto. No topo estão as fotografias dos intervenientes diretos, deste acontecimento : Vernal (ator); M. M. Coelho; João Chagas; Coronel A. A. Leitão; Dr. Alves da Veiga; Alferes Malheiro; Santos Cardoso; Santos Silva e Sampaio Bruno.

Ver também: 

Bombardeamento dos Paços do Concelho

Praça D. Pedro em 1900



Carta de Telles Ferreira

FONTE: AHMP

Carta topográfica da cidade do Porto: Planta da cidade, levantada por Augusto Gerardo Teles Ferreira, entre 1878 – 1892, e constituída por 464 folhas à escala 1:500. A zona entre a Praça D. Pedro e a Praça da Trindade corresponde à colagem de 8 das folhas do levantamento à escala 1/500.



Vista da Praça D. Pedro, cerca de 1910

FONTE: AHMP

Em primeiro plano, alinhamento das Ruas dos Clérigos e de Santo António (31 de Janeiro). Na metade esquerda da foto, Praça D. Pedro, Edifício dos Paços do Concelho, Igreja dos Congregados. Na metade direita da foto é visível a Estação de S. Bento, em construção, e os túneis de ligação à Estação de Campanhã. 

As duas imagens anteriores permitem perceber a densificação construtiva que foi acontecendo desde as intervenções Almadinas até ao final do século XIX, com abertura de novas ruas ou rectificação de caminhos antigos, nova edificação, e a instalação do poder municipal – Paços do Concelho na Praça Nova / Praça D. Pedro.

Elementos gráficos complementares:

Planta do Bairro dos Laranjais

Planta do Sítio dos Laranjais

Zona envolvente da Praça da Trindade em 1853

Alçado parcial dos Antigos Paços do Concelho

 


Projecto d’embelezamento de Carlos de Pezerat

FONTE: AHMP

Projecto d’embelezamento da cidade do Porto para servir a edificação dos novos Paços do Concelho, Porto, por Carlos de Pezerat. (A - Praça da Liberdade; B - Largo em frente à Igreja da Trindade; C – Alameda; D - Eixo transversal à Avenida das Nações Aliadas - Rua de Passos Manuel; E - Instalação dos Edifícios Administrativos.) Ano de 1889.



Planta da Zona Central

FONTE: AHMP

Planta dos arruamentos entre a Praça de Carlos Alberto e a Rua de Santa Catarina, aprovada em 1890-12-23. Destaca-se o projeto de criação de um importante eixo de ligação entre a Praça de Carlos Alberto e a Praça dos Poveiros (continuação do alinhamento da Rua de Passos Manuel), a instalação de um novo mercado municipal na terreno do extinto Convento das Carmelitas, próximo do Mercado do Anjo, a regularização da Praça D. Pedro com a reformulação e ampliação do Edifício dos Paços do Concelho no seu lado Norte.



Implantação da República na Praça D. Pedro

FONTE: AHMP

Aspeto dos manifestantes em frente à antiga Câmara Municipal do Porto, festejando a proclamação da República.

Outras Fotografias on-line: 

Edifício dos Paços do Concelho, fotografia de Domingos Alvão

Praça D. Pedro, fotografia de Domingos Alvão

Fonte da Praça D. Pedro, em 1909

Manifestação em 1912

 
 
Praças da Liberdade e da Trindade. Projeto de uma Avenida ligando estas Praças.

FONTE: AHMP

Planta cadastral para expropriação de terrenos para abertura da nova avenida, ano de 1915.

 

 



O Projeto de Barry Parker


Projeto para a Avenida da Cidade da autoria de Barry Parker

FONTE: Tavares, Rui - Da Avenida da Cidade ao plano para a zona central. A intervenção de Barry Parker no Porto: Separata do Boletim cultural da Câmara Municipal do Porto. 1985-1986. 

Projeto publicada no jornal The Builder em 1916. Folha resumo onde, para além da planta geral que inclui o interior dos edifícios, se representam também os alçados dos lados Nascente, Poente e do lado Norte, com a proposta dos Novos Paços do Concelho.



Planta geral

FONTE: AHMP

Planta, de 1915, com a localização das linhas de elétrico e com a chave para os alçados do projeto no novo centro cívico, entre a Praça da Liberdade e a Praça da Trindade, da autoria de Barry Parker.

 

 

ALÇADO DA PRAÇA DA LIBERDADE E DA AVENIDA, LADO POENTE

FONTE: AHMP

Alçados para edifícios a construir no lado poente da Praça da Liberdade e da Avenida da Cidade, da autoria de Barry Parker.

 

 

DETALHE DO ALÇADO DA AVENIDA, LADO POENTE

FONTE: AHMP

Alçados dos Edifícios da Praça da Liberdade e do primeiro Quarteirão da Avenida.

 

 

DETALHE DO ALÇADO DA AVENIDA, LADO POENTE

FONTE: AHMP

Alçados do terceiro Quarteirão da Avenida e da Praça da Trindade. 

 


Alçado da Avenida, Lado Nascente

FONTE: AHMP

Alçados para edifícios a construir no lado nascente da Praça da Trindade, da praça fronteira aos Paços do Concelho e da Avenida da Cidade, da autoria de Barry Parker.



Alçado da Praça do Município, lado Poente

FONTE: AHMP

Alçados e plantas para edifícios a construir a poente da Praça da Trindade, do edifício projetado para os Paços do Concelho e da praça fronteira ao mesmo, da autoria de Barry Parker. Dos dois crescentes propostos por Parker, este foi o único que foi parcialmente construído, correspondendo aos edifícios do Clube dos Fenianos, e do Futebol Clube do Porto. 

 


Avenida das Nações Aliadas

FONTE: CPF  

A avenida das Nações Aliadas, provavelmente no início da década de 40. Para além dos Paços do Concelho são reconhecíveis o edifício do Futebol Clube do Porto e o do Clube dos Fenianos, esse ainda em execução. 



Planta geral

FONTE: AHMP

Planta com a chave para os cortes do projeto para o centro cívico, entre a Praça da Liberdade e a Praça da Trindade, da autoria de Barry Parker.

 


PROJETO de EDIFÍCIOS das ruas Transversais

FONTE: AHMP

Alçados e plantas para edifícios a construir na Avenida da Cidade e ruas transversais, para nascente e poente, da autoria de Barry Parker. Corresponde ao então denominado Alinhamento da Rua Passos Manuel (atualmente Ruas de Elísio de Melo e do Dr. Magalhães Lemos).



Vista Geral da Nova Avenida

FONTE: Figueiredo, Ricardo; Vale, Clara Pimenta do; Tavares, Rui - Avenida dos Aliados e Baixa do Porto : Memória, Realidade e Permanência. Porto: Porto Vivo SRU,, 2013. ISBN 978-989-98335-3-1

A proposta de Barry Parker numa pintura de Thomas Raffles Davidson (c.1915) Em primeiro Plano o edifício dos Paços do Concelho, segundo a proposta de Barry Parker.



Vista geral da Avenida, final da década de 50

FONTE: AHMP

Vista geral da Avenida, na proposta de Barry Parker (pintura de Thomas Raffles Davidson) e numa fotografia do final da década de 50. Torna-se evidente a diferença de escala e concepção arquitectónica entre a proposta e o que foi realmente executado. 

  

 



O longo caminho da concretização: entre o plano e a execução


Avenida da Cidade

FONTE: APMF. Foto cedida por Miguel Filgueiras e pertencentes ao espólio particular do seu avô materno Manuel Caetano de Oliveira 1875-1966)

Fotografia da Avenida da Cidade, provavelmente anterior a 1923. A demolição do antigo Bairro do Laranjal para permitir a construção da Nova Avenida levou à destruição de uma extensa área que permaneceu em escombros durante largos anos, lembrando os relatos de Lisboa nas décadas seguintes ao terramoto de 1755.

 

 

Perfil tipo da Avenida da Cidade

FONTE: AHMP

O arranque da edificação representada neste perfil para definição do espaço público é bastante revelador. Por um lado, os edifícios representados, em termos estilísticos, nada têm a ver com a proposta de Barry Parker, por outro lado, a cércea dos mesmos é mais próxima do projeto de Parker, do que dos que estavam já a ser licenciados nesta altura para a Avenida. 

 

 


Planta Cadastral

FONTE: AHMP

Estudo para arruamentos na zona envolvente da Avenida dos Aliados e dos Paços do Concelho. A construção da nova Avenida, pela relação com o cadastro existente, implica duas estratégias diferenciadas. Do lado poente o novo alinhamento urbano corresponde a espaços então ocupados pelos logradouros dos edifícios da Rua do Almada, pelo que faz a expropriação, reparcelamento e se procede a construções de raiz dos novos edifícios, Do lado nascente, onde o limite do novo arruamento se aproxima da antiga Rua Elias Garcia (D. Pedro no tempo da Monarquia), a nova frente urbana corresponde, na generalidade dos casos, à construção de um novo edifício justaposto à fachada do edifício preexistente (e em alguns casos, quando os dois alinhamentos são já praticamente coincidentes, à construção apenas de uma nova fachada). 

 

 


Obras da Avenida da Cidade na década de 20

FONTE: Arquivo Global Imagens


 

Terrenos municipais para alienação

FONTE: AHMP

Planta (aprovada em 1918-05-02) indicando as parcelas de terreno municipal constituídas pelo actual pavimento da Rua Elias Garcia, que devem ser alienadas aos proprietários dos prédios confinantes a esta rua, a fim de avançarem com s respectivas fachadas ao alinhamento da Avenida da Cidade, aprovado em 1915-11-29.



Avenida das Nações Aliadas : desvio do coletor geral

FONTE: AHMP

Projeto de desvio do antigo aqueduto para uma das ruas laterais ao novo edifício dos Paços do Concelho, da autoria do Eng.º Monteiro de Andrade, aprovado em Câmara em 1920-07-31.



Vista Aérea da cidade do Porto, cerca de 1930

FONTE: APCR. Digitalização de Cliché original da Foto Beleza, cedido por César Romão.

Outras fotografias disponíveis on-line: 

Obras para colocação de novos carris na Praça da Liberdade em 1930 [foto de Domingos Alvão]

Vista das obras da Praça, a partir da Avenida, vendo-se o conjunto de edifícios junto ao Banco de Portugal [foto de Domingos Alvão]

Obras em frente à Igreja dos Congregados em 1930 [foto de Domingos Alvão]

  

  

Edifício na Rua do Almada, cruzamento com a futura Rua de Ramalho Ortigão

FONTE: AHMP



Alargamentos na zona envolvente dos Paços do Concelho

FONTE: AHMP

Projeto de alargamento da Rua de António Sardinha (atual Rua Dr. António Luís Gomes) e da Rua Clube dos Fenianos, aprovado em Câmara em 1939-10-19.



Plano Geral Urbanização, 1938-1940

FONTE: CMP (esquerda) e AHMP (direita)

Mais Informação: CMP

Reprodução de um estudo de urbanização da zona da Sé, para ligação entre a Catedral da Sé e os Paços do Concelho, da autoria de Marcello Piancentini, [1939]. 



Oporto : sistemazione urbanistica della Avenida dos Aliados e Largo da Trinidade : tipo A e tipo B

FONTE: AHMP (esquerda e direita)

Reprodução de dois estudos de urbanização para a zona central da cidade do Porto, entre a Avenida dos Aliados e a Rua de Camões, da autoria do arquiteto Marcello Piacentini, [1939]. 



Plano Geral Urbanização, 1940-1942

FONTE: AHMP 

Estudo de ligação Ponte - Praça da Liberdade, enviado a 10 de agosto de 1940. 

Enviado por carta do engenheiro Almeida Garrett dirigida a Giovanni Muzio, acompanhando dois esquissos com a proposta do Gabinete de Estudo do Plano Geral de Urbanização da CMP para a ligação entre a Praça da Liberdade e a Ponte Luís I. 

Mais Informação: CMP



Plano Geral Urbanização, 1940-1942

FONTE: AHMP



Zona envolvente dos Paços do Concelho

FONTE: AHMP

Estudo sobre a envolvente da implantação do edifício para os Correios (CTT), da década de 40, mantendo-se ainda a proposta dos crescentes de Barry Parker, embora com alargamento das duas ruas laterais ao edifício municipal. Na presente planta ainda está marcado o antigo alinhamento no cruzamento da Rua Formosa com a Rua Rodrigues Sampaio (zona da Cancela Velha), que aparece retratado na fotografia seguinte.

 

 

PRAÇA DO MUNICÍPIO, RUA FORMOSA, E RUA RODRIGUES SAMPAIO

FONTE: AHMP 

Outras Fotografias on-line: 

Vista da zona da Cancela Velha, em 1962



Novo Edifício para os CTT

FONTE: AHMP

Estudo sobre a implantação do edifício para os Correios, em 1943, incluindo o redesenho da Praça da Trindade. Quer a profundidade do edifício dos CTT, quer as relações urbanas a norte do mesmo, entre a Praça da Trindade, Rua do Bonjardim, Rua do Estevão e Rua de Fernandes Tomás estão a ser repetidamente equacionadas.

 

 

Escadas dos Paços do ConcelhoFONTE: APIF. Foto do Arquivo Particular de Imagem Fotográfica de Nuno Resende, cedida pelo próprio. S/ título [Retrato de grupo frente ao edifício dos Paços do Concelho, Porto], S/ indicação de data. Digitalização de prova positiva, 8,7x12cm, S/ indicação de autoria.

FONTE: APIF. Foto do Arquivo Particular de Imagem Fotográfica de Nuno Resende, cedida pelo próprio. S/ título [Retrato de grupo frente ao edifício dos Paços do Concelho, Porto], S/ indicação de data. Digitalização de prova positiva, 8,7x12cm, S/ indicação de autoria. 

Em fundo, edifícios da Rua do Bonjardim, e entulho resultante da demolição de construções no local hoje ocupado pelo edifício dos correios. 

 

 

RUA ANTÓNIO SARDINHA E RUA FORMOSA

FONTE: AHMP 

Foto de Guilherme Bonfim Barreiros da Rua António Sardinha (atual Rua Dr. António Luís Gomes), com os edifícios (atualmente já demolidos) da Rua Formosa ao fundo. 

 

 

FONTE: AHMP 

A partir da planta de 1892 consegue-se perceber toda a área demolida na zona da Trindade. Do lado direito da igreja e ordem da Trindade, todo a frente urbana foi demolida para a abertura da Rua dos Heróis e Mártires de Angola (no local da Rua do Cimo de Muro da Trindade). Do lado esquerdo foi demolido todo o espaço compreendido entre a Rua das Liceiras, Rua do Bonjardim, e Rua Formosa, com exceção do pequeno quarteirão entre a Rua Fernandes Tomás e a Rua do Estevão. Decorrente destas demolições a Praça da Trindade perde a sua legibilidade como praça, tornando-se uma ilha entre dois fluxos de trânsito intenso.

 


Novo Edifício para os CTT

FONTE: AHMP

Integração do edifício dos CTT no novo arranjo urbanístico da Praça do Município na Cidade do Porto, 24/12/1943, assinado por Adelino Nunes.

O espaço envolvente da Igreja da Trindade continua sem uma definição. O elemento constante em todas as propostas é a necessidade de alargamento dos arruamentos laterais da igreja (atuais Rua da Trindade e Rua dos Heróis e Mártires de Angola) e do edifício municipal (rua Dr. António Luís Gomes e Rua Clube dos Fenianos), na continuidade dos planos anteriores que evidenciam a necessidade de tratar as saídas do centro da cidade, em direção a norte. 

Outras fotografias on-line da zona da Trindade: 

Atual Rua do Alferes Malheiro em 1948, antes da construção do novo edifício da Ordem da Trindade 

Demolições na zona da Trindade, lado Poente, para construção da Rua dos Heróis e Mártires de Angola, em 1960 

Demolições na zona da Trindade, lado nascente, em 1961(espaço atualmente ocupado pelo parque de estacionamento da Trindade) 

Realojamento dos habitantes das ilhas da Rua do Cimo da Trindade 

Remodelação da Praça da Trindade em 1961

 

 

DEMOLIÇÃO DE EDIFÍCIOS ENTRE A RUA DO BONJARDIM E RUA DE ANTÓNIO SARDINHA

FONTE: AHMP 

Demolições para a construção do edifício dos Correios. 

 

 

DEMOLIÇÃO DE EDIFÍCIOS ENTRE A RUA DO BONJARDIM E RUA DE ANTÓNIO SARDINHA

FONTE: AHMP 

Demolições para a construção do edifício dos Correios. Em primeiro plano, a Rua António Sardinha. 

 

 

Zona envolvente dos Paços do Concelho

FONTE: APCR Foto cedida por César Romão (autoria provável de Fernando Romão, seu pai). 

Esta foto aérea será provavelmente do final da década de 40. É posterior às demolições dos edifícios da zona da Cancela Velha, em 1948, e a torre da CMP ainda apresenta a sua configuração original.  

 

 

Visita do Presidente do Conselho, Marcelo Caetano, ao Porto

FONTE: AHMP 

Vista do edifício dos correios, ainda em construção, em 1969.  

 

 

Visita do Presidente do Conselho, Marcelo Caetano, ao Porto

FONTE: AHMP

Vista do edifício dos correios, ainda em construção. Do lado direito da foto, Rua Rodrigues Sampaio, e o edifício Cancela Velha, de Viana de Lima, que faz o remate do quarteirão com a Rua Formosa. 

 

 

 

 

Zona envolvente dos Paços do Concelho

FONTE: AHMP

Zona envolvente dos Paços do Concelho onde se equaciona a alteração dos alinhamentos urbanos do quarteirão poente (quarteirão do edifício do Clube dos Fenianos) por forma a permitir uma maior profundidade aos lotes ainda a edificar. Por este desenho se percebe a intenção de reformular os dois edifícios já construídos segundo o alinhamento do plano de Barry Parker (Fenianos e FCP) por forma a trazê-los ao novo alinhamento. Tal nunca foi feito permanecendo ainda hoje uma empena na relação entre os alinhamentos dos dois planos urbanos. [1944]

 

Avenida dos Aliados, anos 90

FONTE: APCR Foto da autoria de Rui Romão, cedida por César Romão

Fotografia aérea da Zona envolvente dos Paços do Concelho na década de 90, onde é perceptível o desfasamento entre o alinhamento urbano estabelecido pelo plano de Barry Parker (ainda assumido na foto anterior), e o que se começa a estabelecer a partir dos anos 40. 

 

 



 

Século XXI, o espaço público hoje


 

Ligação de metro entre a Trindade e a Ponte Luís I

FONTE: Cortesia dos Autores do Projeto (Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto Moura)

Secção da linha de metropolitano Trindade – Aliados – S. Bento – Ponte Luís I, e planta da proposta de reformulação do espaço público. Arquitetos Eduardo Souto de Moura e Álvaro Siza Vieira. 

 

 

Projeto para a Avenida dos Aliados

FONTE: Cortesia dos Autores do Projeto (Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto Moura) 

O projecto para Avenida dos Aliados surge da necessidade de reconstruir o lugar de três estações do metropolitano contíguas: São Bento, Aliados e Trindade (...) O projecto propõe a definição de um espaço contínuo (Praça da Liberdade – Avenida do Aliados) no qual a reformulação dos elementos vegetais privilegia o adensamento arbóreo, libertando o solo pavimentado. Esta opção dá “lugar” a um grande espaço público, a exemplo do que acontece em inúmeras cidades, respondendo a um uso que na prática, mas em condições precárias, já se verifica; tornando-o próprio do quotidiano da cidade, mais do que referido a alguns momentos de expressão colectiva. 

Eduardo Souto Moura e Álvaro Siza Vieira 

 

 

Avenida dos Aliados e Câmara Municipal do Porto

 FONTE: Fotografia de Clara Pimenta do Vale 

Fotografia aérea de 2008

 

 

Avenida dos Aliados e Ruas Transversais

FONTE: Fotografia de Clara Pimenta do Vale 

 

 

Perfis tipo da Praça da Liberdade e da Avenida dos Aliados

FONTE: Cortesia dos Autores do Projeto (Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto Moura)

 

 

Praça da Liberdade em 2008

FONTE: Fotografia de Clara Pimenta do Vale 

Fotografia aérea de 2008. O incremento do turismo na última década levou a uma apropriação crescente do espaço público como é possível constatar pela comparação entre a presente fotografia e a situação atual.   

 

 

 

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